Fármacos e Sexualidade PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

A medicina tem sofrido um grande avanço no que se refere ao tratamento de patologias através do uso de fármacos. No entanto, apesar da terapêutica farmacológica se ter tornado uma ferramenta eficaz no tratamento de doenças, alguns fármacos podem ter efeitos secundários sobre a sexualidade, podendo causar episódios de dificuldades sexuais ou disfunções sexuais.

Um estudo realizado com pacientes que desenvolveram disfunções sexuais através do uso continuado de fármacos, concluiu que 75% dos profissionais de saúde habitualmente não informam e não discutem os efeitos secundários dos medicamentos sobre a sexualidade, sendo que, uma parte do dropout no tratamento está relacionado com estes efeitos colaterais.

Tanto o homem quanto a mulher podem sofrer com os efeitos colaterais dos fármacos. Geralmente, os fármacos associados as disfunções sexuais, são os antipsicóticos, anticonvulsivantes, antidepressivos, estabilizadores de humor, medicamentos para problemas gástricos, urológicos, ginecológicos, vasculares e medicamentos utilizados como drogas recreativas.

Alguns utentes sentem-se, ainda hoje, embaraçados em falar sobre os efeitos do fármaco com o seu médico, prorrogando os efeitos indesejáveis. Estudos demonstram que este pouco à vontade, depende da idade, da religião, da cultura e do estatuto social do utente. Muitos preferem recrutar informações na Internet e interromper o tratamento.

Por vezes, quando a disfunção sexual se torna presente, induzida pelo uso do fármaco, o utente pode desenvolver sintomas depressivos e ansiosos, bem como, aumentar o stress geral e os conflitos conjugais.

Converse com o seu médico sobre a terapêutica, pois, por vezes, pode optar por substituir a medicação por outra equivalente ou tomar medidas adequadas para restaurar a função sexual e contribuir para o aumento da sua qualidade de vida.

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